E pediu a uma estrela

Aprendeu com a avó que quando queria muito uma coisa era só fechar os olhos bem fortes, se concentrar e fazer o pedido para a estrela mais brilhante do céu, desde então, isso virou parte de sua vida.

Bastava querer alguma coisa para correr até a janela e encontrar a maior estrela da noite e pedir qualquer coisa, das mais bobas como um dia de folga, as mais doidas como um amor para a vida inteira. Ela acreditava que o vento tratava de levar seu pedido até o alto céu, gostava de se apegar a isso, era uma maneira de não quebrar a mágica que existia no momento que fechava os olhos.

Seus pedidos eram sempre atendidos, nem sempre no tempo e na forma como ela queria, mas eles eram concedidos. Ela conseguiu seu dia de folga e conheceu o homem da sua vida, e foi no dia do seu casamento, ainda vestida de noiva e em cima da maca que o levava ao hospital que ela fechou os olhos mais forte do que geralmente e sussurrou: “Meu amor, você pegou minha mão, adicionou um novo plano na minha vida e me deu seu coração. Você se arriscou por mim, me deu tudo o que precisava e me ensinou a ser forte e agora eu vou acalmar sua tensão e aliviar a sua dor e você vai ver que não esperamos em vão”.

Abriu os olhos devagar e pediu ao vento que levasse seu pedido bem rápido a estrela mais brilhante do céu porque tinha fé de que ele seria atendido.

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