Depois de muitos casamentos e nenhum funeral: algumas confissões

O que todo mundo está cansado de saber é que eu duvido muito que um dia eu mesma vá me casar. Repito esse clichê enorme quase que todo dia e quanto mais digo isso mais acredito que talvez eu esteja errada.

Sei que devo passar a impressão errada para todo mundo, então pensei: “Poxa, talvez seja o momento da confissão e de explicação de uma questão bem importante”.

Não é a toa que tenho um blog que entre muitos assuntos fala (e muito) sobre casamentos, não é por curiosidade que passo boa parte do meu tempo livre caçando e compartilhando vídeos de casamentos alheios. Não é que não queira me casar – eu adoraria, óbvio. Apenas não acho que isso vá acontecer. Porque vamos encarar o fato que estou para compromisso assim como Preta Gil está para o manequim 36. Simplesmente não cabe!

Fato que – muito preocupante por sinal – estou chegando à idade crítica dos 30 anos e posso dizer que cultivei muitas paixões e amei apenas uma pessoa, que me presenteou com um enredo de mentiras e uma traição horrenda, o suficiente para jamais conseguir ficar com alguém por mais de três meses.

Admitir isso é engraçado e assustador (meu terapeuta vai ficar orgulhoso!), mas é engraçado que conheço muita gente que acha isso motivo para comemorar, pensam que minha incapacidade de me prender a alguém me deixa nova, livre e inteiramente liberada. Em parte todas elas tem razão, ser solteira e dona de si é bom demais (D E M A I S !) mas não é assim que me sinto.

De repente você se vê desejando atravessar um tapete vermelho e dizer SIM para alguém. Indo para o trabalho você sente desejo de pensar que a toalha molhada em cima da cama vai estragar o edredom. Quer chegar em casa e ter a certeza de que alguém está lá esperando o jantar ficar pronto, quer ter alguém para acordar de madrugada para pedir um copo d’água. Fica cobiçando o filho dos outros e anseia por um barrigão enorme e por uma gestação de gêmeos. Bobeiras dramáticas, sonhos clichês, desejos ridículos. Sim, é tudo isso, mas é o que ando desejando um pouco a cada dia.

Se sei como quero meu casamento? Claro que sei. Toda mulher sabe. Tenho meu vestido trancado em um backup do meu computador, sei que não quero uma cerimônia tradicional, tenho rascunhos de músicas, decoração, save the date, scrapbook e todos os outros milhões de clichês que toda mulherzinha tem ao imaginar seu casamento.

Com o tempo você descobre que ser independente, ter sua casa, um trabalho bem sucedido, fazer o que quer quando quer, é (mesmo que soe poderoso e seja desejo de muita gente por aí)  egoísta e sem graça demais. E vamos deixar outro fato bem claro: Não estou desesperada! Entenda, apenas estou confessando que amar alguém só pode fazer bem e estou apenas assumindo que eu quero me casar… um dia!

P.S: Análises de candidatos a possível cargo de noivo estarão abertas após publicação desta confissão. CV’s podem ser enviados em 140 caracteres via Twitter. Perfis do Facebook também serão aceitos. Há há há !

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