Bem-vindo ao Bride at Copan Building

Além de meu amigo e @paidobenjamin, o bebê mais lindo do mundo, Sam Murakammi é artista e design criativo de moda. Na realidade ele é um apaixonado por noivas.

E vem conquistando o Brasil ao eternizar em Barbies o dia mais importante das noivas. Com um técnica impecável, ele consegue reproduzir com tamanha perfeição e ricos detalhes, todo o look da noiva, desde o sapato, brincos, buquê, penteado, maquiagem até o tão sonhado vestido de noiva. E tudo isso, feito à mão!

Esse fim de semana, ele aproveitou um dos brises de casa para uma série fotográfica intitulada “Bride at Copan Building” de umas de suas réplicas e o resultado ficou incrível. Confira:

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Dá até vontade de casar, né?  Para quem deseja ter um mimo deste basta entrar em contato direto com o Sam ou com a Marlise,  certeza que ele terá o maior prazer de eternizar seu vestido de noiva!

Ah, e aproveita para seguir ele no Instagram. As fotos são sempre incríveis =)

Para falar com ele, o email é sammurakammidolls@gmail.com

 

 

De quando o Copan era um posto de gasolina

Não sei vocês, mas eu tive a curiosidade de saber o que existiu no terreno do Copan, antes que o prédio fosse construído. E foi no blog Quando a cidade era mais gentil que descobri …  havia um posto de gasolina Atlantic.

A foto é um cartão postal de 1950 e o posto tá bem do lado direito.

copan

Procura-se: Copansom

Encontrei do Vimeo um vídeo com o título: 2004 Copansom. Na descrição está escrito: Sound compilation and portraits of musicians residents of the Copan building in Sao Paulo Brasil.

Pelas imagens captadas parece algo mais antigo do que 2004 e é apenas um trecho do que parece ser um compilado incrível. A “dona do vídeo” é Adriana García Galán’s. Isso é tudo o que sei.

Procura-se pelo projeto completo. Quem tem notícias?

Deixa queimar …

A voz melosa de Adele soava pelas caixas de som quando ele chegou. Perdida nos acordes de Set Fire to the rain, terminava de fazer o jantar, não esperava que ele chegasse tão cedo.

Estava com suas roupas embaladas da lavanderia numa das mãos e a mochila do laptop em outra. Descalça na pequena cozinha me virei para encarar seus olhos azuis penetrantes que faziam minha espinha gelar, fazia poucas semanas que estávamos juntos e eu ainda não tinha acostumado com as sensações que ele despertava no meu corpo só com seu olhar.

– Oi, ele disse baixinho enquanto abri espaço para ele na cozinha. – O cheiro aqui está uma delícia.

– Espero que esteja com fome. Fiz um monte de comida, e bem, você sabe que quase não como nada.

Caleb sorriu, beijou minha testa e sem dizer nada caminhou pelo corredor para deixar suas coisas em cima da mesa de centro. Procurou meus olhos quando voltou para a cozinha – Trouxe algumas coisas para passar a noite aqui, mas posso ir embora se você quiser. A qualquer hora. É só dizer.

Enquanto mexia o molho de tomate apenas sussurrei – Quero que você fique.

– Posso te abraçar? Ele disse já bem próximo de mim.

Me virei largando a colher de pau na pia e o apertei bem forte. – Por favor.

Tinha sido um dia difícil, a pressão do trabalho, a correria para cumprir a extensa lista de tarefas e ainda lidar com o pavor que me possuía cada vez que pensava na relação que eu e Caleb estávamos vivendo.

Tudo aconteceu depressa demais. Parecia que conhecia ele por anos, quando na verdade fazia apenas 4 semanas que ele havia me ajudado a levantar do chão após um tombo ridículo no hall de entrada do prédio onde trabalhava. Meu grande medo era que ele fugisse, comigo era assim, todo mundo ia embora e sempre na melhor parte da história.

Já tinha de alguma maneira ( e muita terapia) aprendido a conviver com isso. Mas Caleb era diferente, eu queria que ele ficasse, mais do que deveria, mais do que poderia imaginar. Sua pele branca tatuada, sua barba por fazer e seus cabelos ruivos desalinhados me tiravam o fôlego.

– Você está bem? Sua voz suave e refinada me despertou dos meus pensamentos.

– Sim, dia difícil apenas.

Piscando para acordar melhor do meu delírio. Eu o soltei do abraço, sentamos para comer em frente à TV e carregando nossas taças de vinho. Passamos boas horas assim, trocando de canal e rindo dos nomes dos realitys shows e programas dos canais de televisão. Ele usava calça larga de agasalho velha e camiseta justa, e em um dado momento eu me peguei apreciando aquela vista. Eu era ou não era uma garota de sorte?

Ele olhou para mim, ainda sorrindo, e meu coração disparou dentro do meu peito. Naquele momento éramos apenas um casal se divertindo em casa com algumas taças de vinho e um controle remoto. Ele era simplesmente meu namorado, nada mais. Tudo parecia gostoso e descomplicado, o tipo de ilusão que tinha um enorme apelo para mim.

Caleb e eu decidimos que já estava na hora de dormir, e fomos escovar os dentes. Apoie-me na pia e cruzei os braços enquanto via ele se apossar de meu banheiro. Era bem isso que eles estava fazendo: deixando claro para qualquer um que entrasse ali que havia, finalmente, um homem na minha vida.

Foi aí que me dei conta de que o mesmo estava acontecendo comigo em relação a ele. Sentei na cama ainda perdida nos meus pensamentos quando o som da voz dele me fez virar e encontrar seus olhos azuis penetrantes.

– Está errado, tudo errado. Temos que admitir que infelizmente você precisa de mim tanto quanto eu preciso de você.

Surpresa e ainda digerindo o mix das palavras dele misturados com aqueles olhos e as mãos que me seguravam firmemente, respondi:

– Não, eu não preciso.

– Sim, você precisa, admita.

– Não, aí, quer parar de repetir isso, chega. Eu não preciso e ponto final.

Ele aproximou seu corpo do meu e pegou em meu rosto:

– Todo mundo precisa. Você precisa de alguém que cuide de você.

– Ok, quer saber, tem razão, eu preciso. Preciso e muito de você. Admito, mas não posso exigir nada.

– Mas você nunca exigiu. Faz sentido agora?

– Sim, faz. Ah, quer saber não importa se vou ter dez mil momentos iguais a estes ou se vai ser somente este. Sabe por quê? Simplesmente para mim, isso não faz diferença alguma no que sinto por você. Eu te amo mesmo se você for embora. E é isso, este é o presente e ele é meu, entende? É meu momento. Somos apenas nós, eu e você sentados aqui admitindo que um precisa do outro mesmo se um dia você fechar a porta ao dizer boa noite e for embora.

Ainda estava sob efeito do seu toque e de seus olhos que não piscavam e continuei falando. O som da minha voz era de desespero:

– Caleb, você vai continuar me amando mesmo que continue sendo teimosa? Vai continuar me amando quando reclamar que a casa tá bagunçada e que toalha molhada deve ficar pendurada no banheiro e não jogada em cima da cama? Vai continuar me amando quando acordar pela manhã com os cabelos bagunçados e dizer que é seu dia de fazer o café? Vai continuar me amando mesmo que mande você embora no meio da noite? Continuará me amando quando eu sentir medo de andar de moto e insistir que um carro é mais seguro? Vai continuar me amando quando não tiver mais palavras para brigar por coisas bobas só para te obrigar a pedir desculpas e comemorar as pazes? Você vai continuar me amando mesmo que reclame que você nunca acerta qual é meu chocolate preferido e nem que mudei o corte do cabelo? Vai continuar me amando mesmo que te mantenha acordado só para curtir uma noite insone ao meu lado? Vai continuar me amando quando a noite encontrar o sol da manhã? Me diga isso agora porque não perguntarei novamente amanhã.

Ele me calou com um beijo. Daqueles que as pernas amolecem e o coração se contorce.

Era para ser uma noite como outra qualquer, mas não foi, porque naquele dia deixamos o medo para trás. Caleb deitou-se ao meu lado e ficou. Porque às vezes você conhece milhares de pessoas e nenhuma delas mexe com você, mas de repente, num dia qualquer você conhece alguém especial, você escolhe ficar e a sua vida muda para sempre.

Copan e seus fantasmas

No Copan há aproximadamente 5 mil moradores e circulam no local em torno de 6.500 pessoas por dia. A diversidade não se restringe às histórias contadas por aí, elas estão presentes na diferente identidade das pessoas que compõem o Copan, inclusive daquelas que estão além do que se pode ver.

Segundo a lenda  ( contada pelo próprio síndico)  um fantasma ronda a casa de máquinas do edifício e faz a bomba de água funcionar às três ou quatro da madrugada. “Esse mesmo fantasma costuma me visitar também na administração. Todo dia, no fim do expediente, ele passa e dá tchauzinho’’, diz Afonso.

E assim é o Copan, sua vidas, seu amores e seus fantasmas …

Crédito da foto: Roberto Baldassari